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sábado, 12 de setembro de 2009

TAJ MAHAL

A novela Caminho das Índia, depois de quase 8 meses no ar (começou no dia 19 de janeiro) acabou, deixando um gostinho de "quero mais" na maioria das pessoas que acompanharam as histórias. As críticas existem mas, o que não se pode negar é que a trama escrita por Glória Perez mostrou uma cultura belíssima onde o respeito aos mais velhos é um dos destaques. O clima de romance que pairava em muitas cenas prendia a atenção o os sentidos.
Bem, para ficar de lembrança, coloco aqui no blog uma das produções mais lindas que o ser humano foi capaz de idealizar e construir: o Taj Mahal (não é à toa que foi eleito uma das sete maravilhas do mundo moderno!). Sua história é emocionante. Leia o texto e verá. Ao final da postagem, assista o vídeo com a música "Os Portais do Taj Mahal" do Alexandre de Farias (produtor da novela).


TAJ MAHAL
Agra, Índia


O Taj Mahal, uma enorme mesquita-mausoléu de rara beleza, foi construída por ordem de Shah Jahan, o quinto monarca muçulmano do império Mogul (estabelecido em 1526 e oficialmente abolido pelos ingleses em 1857), em memória de sua esposa, Arjuman Bano Begum, uma princesa persa mais conhecida como Mumtaz Mahal, falecida em 1631, aos 39 anos de idade, durante o parto de seu 14º filho. Abalado pelo óbito inesperado o monarca mergulhou em luto profundo, sem esquecer, porém, que o último desejo que a esposa lhe segredara fora o de que ele perpetuasse a lembrança dela mandando erguer um mausoléu como jamais o mundo tinha visto até então.

A partir daí Shah Jahan se dedicou de corpo e alma ao cumprimento da promessa feita à esposa moribunda, iniciando a construção da maravilhosa obra totalmente revestida com mármore branco e emoldurada por um jardim dividido em quadrados iguais e cruzado por um canal ladeado de ciprestes, no qual se reflete a sua imagem mais imponente. O monumento fúnebre foi erguido de 1631 a 1648, e nele 20.000 trabalhadores labutaram diariamente, utilizando materiais importados de todas as regiões da Índia e também da Ásia Central, transportados no lombo de mil elefantes. Vinte e oito tipos diferentes de pedras raras, e até preciosas, foram empregadas na construção do edifício, desde o arenito vermelho trazido de Fatehpur Sikri (cidade indiana construída em 1568 e abandonada cerca de catorze anos depois por falta de água), ao jaspe do Punjab (também na Índia, fronteira com o Paquistão); jade e cristal da China; turquesas do Tibete, lápis-lazúli e safiras do Sri Lanka; hulha e cornalina da Arábia; e diamantes de Panna (reserva natural em Khajuraho, 620km a sudoeste de Deli, antiga capital da Índia). O luminoso mármore branco veio da distante Makrana, no Rajastão, noroeste da Índia.



A história de amor ligando o imperador à sua esposa mais parece um conto de fadas. Quando ainda príncipe, Kurram - esse era o seu nome na época - se enamorou de uma princesa que contava, então, apenas quinze anos de idade. Ele e ela haviam tido um encontro casual em certa manhã de primavera, e nessa oportunidade, ao cruzarem seus olhares por breves instantes, entrelaçaram definitivamente os seus destinos. Mesmo sem poderem se encontrar ao longo dos cinco anos seguintes, os jovens mantiveram acesa a chama da paixão que os unia, até que em 1612 a cerimônia do casamento os colocou lado a lado. Nesse dia ela foi rebatizada com o nome de Mumtaz Mahal, que significa “a eleita do palácio”, enquanto ele, ao ser coroado imperador em 1628, passou a ser conhecido como Shah Jahan, “o rei do mundo”. Os dois viveram felizes durante dezenove anos, até que a morte os separou de forma prematura e inesperada. Durante os dois anos posteriores ao falecimento da imperatriz, não houve musica, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.



Essa é a origem do Taj Mahal, uma variação curta de Mumtaz Mahal, nome da mulher cuja memória o monumento procura preservar. Por dentro e por fora o mausoléu é simplesmente deslumbrante. Entre as muitas descrições que dele já foram feitas, uma diz que “a câmara mortuária, sempre mergulhada na penumbra, é rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas, formando uma espécie de cortina com milhares de cores, enquanto a sonoridade do interior amplo e elevado, é triste e misteriosa, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter”. Quanto à construção, diz-se que encimando o edifício “surge uma cúpula esplendorosa, a coroa do Taj Mahal, rodeada por outras quatro cúpulas menores, guarnecidas nos extremos da plataforma por quatro torres levantadas com uma pequena inclinação, para que, em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal”. E com relação aos detalhes da obra, ressalta-se que “os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos feitos com pedras semi-preciosas incrustadas no mármore branco, segundo técnica italiana utilizada pelos artesãos hindus, trabalho feito com tamanha precisão que suas juntas somente são percebidas com o auxílio de uma lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados pode ter até 60 incrustações distintas, enquanto o rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço”.



Mas Shah Jahan foi destronado por ser próprio filho e aprisionado durante oito anos na vizinha Grande Fortaleza Vermelha, de onde, segundo a tradição, se podia avistar o Taj Mahal através da pequena janela existente em sua cela. Quando morreu, foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do grandioso monumento, cujo nome tem origem não muito clara. Cronistas da corte do imperador que o construiu, o chamavam de a rauza (tumba) de Mumtaz Mahal, acreditando-se, daí, que a expressão Taj Mahal, usualmente traduzida como “Palácio da Coroa” ou Coroa do Palácio”, possa ser, como já foi explicado, uma versão abreviada do nome da imperatriz.



O monumento, eleito como uma das sete maravilhas do mundo moderno, representa toda a grandiosidade que o amor pode inspirar ás pessoas, e por isso, durante séculos ele tem motivado os poetas, os pintores e os músicos que tentaram capturar a sua magia e transformá-la em palavras, em cores e em música. Viajantes cruzaram continentes inteiros para admirar a esplendorosa beleza dessa obra inesquecível, sendo poucos, muito poucos, os que lhe ficaram indiferentes. Decorridos quase quatrocentos anos após a conclusão da obra, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica, porque, como já disse um poeta, “o Taj Mahal, será para todo o sempre, uma lágrima solitária no tempo”.



FERNANDO KITZINGER DANNEMANN - Contador de Histórias

O VÍDEO



Um comentário:

Dri Viaro disse...

oi, passei pra conhecer seu blog, e desejar bom dia
bjsss

aguardo sua visita :)

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