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quarta-feira, 14 de maio de 2008

II UNIDADE - RESUMO - 9ºAno (8ª Série) - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL E A REVOLUÇÃO RUSSA

O período chamado de Belle Époque (1871-1914) foi um momento caracterizado pelo otimismo e pela certeza da estabilidade e da paz duradoura. Na verdade, a Europa passava pela chamada “paz armada”, pois cada país continuava sua própria organização bélica, movida ainda pelo imperialismo.
A Primeira Guerra Mundial foi essencialmente um conflito imperialista, marcando uma época em que a economia e a política tinham se fundido num só movimento. O traço mais importante da guerra foi a sua universalidade, pois ela envolveu países de todos os continentes, que se enfrentaram por objetivos também globais.
Quando a Primeira Guerra eclodiu, em 1914, a Alemanha tinha como objetivo principal a anexação da Áustria, para isso dispunha de um plano militar: o Plano Schlieffen.
A Primeira Guerra Mundial matou mais de 9 milhões de pessoas e deixou cerca de 20 milhões de feridos e mutilados. Os jovens foram os mais atingidos pelo desastre demográfico (populacional) provocado pela guerra. O desenvolvimento tecnológico cooperou para esse quadro devastador, pois com as tecnologias mais avançadas novas armas foram utilizadas, como submarinos, metralhadoras, aviões, canhões de longo alcance, etc.
A causa imediata da Primeira Guerra foi o assassinato do príncipe herdeiro austríaco, Francisco Ferdinando, em Sarajevo, devido aos choques entre Alemanha e Rússia.
Uma das fases da Guerra foi a chamada guerra de trincheiras, que ocorria em redes de valas cavadas no solo, onde os soldados tentavam se proteger dos tiros e dos bombardeios inimigos.
Em abril de 1917, ataques de submarinos alemães aos navios norte-americanos deram pretexto para que os Estados Unidos entrassem na Guerra. A entrada dos Estados Unidos, dispondo de poder bélico arrasador, definiu a vitória, já que quebrou o equilíbrio de forças entre os blocos.
Após a Guerra, o Tratado de Versalhes deixou todo o ônus da Guerra para Alemanha, e determinou que a Alemanha deveria restituir a Alsácia e a Lorena à França; ceder as minas de carvão do Sarre à França por um prazo de 15 anos; ceder suas colônias, submarinos e navios mercantes à Inglaterra, França e Bélgica; pagar aos vencedores, a título de indenização, a quantia de 33 bilhões de dólares; reduzir seu poderio bélico, ficando proibida de possuir força aérea, de fabricar armas e de ter um exército superior a 100 mil homens. A aplicação desse tratado para a Alemanha resultou numa grave crise financeira social e política, e a humilhação sentida pelos alemães alimentou o sentimento de revanche e de nacionalismo exagerado.
A Primeira Guerra provocou mudanças no mundo todo: de credores, os países europeus passaram a ser devedores; os EUA despontaram como a maior potência econômica do mundo; formaram-se governos autoritários na Europa; alguns países europeus começaram a desenvolver governos fortemente militarizados e caracterizados por um extremado nacionalismo; as mulheres tiveram maior participação no mercado de trabalho.
No início dos anos 20, a Europa foi sacudida por uma onda de greves e por um crescente desemprego, provocado pela queda da produção agrícola e industrial.
Nos anos 20, intelectuais e artistas de nacionalidades distintas não exaltavam o progresso tecnológico da sociedade, ao contrário, denunciavam seus efeitos perniciosos na vida das pessoas, como a guerra e a submissão do indivíduo ao ritmo das máquinas.
A Rússia era uma monarquia absolutista, governada por um czar, apoiado pela nobreza. Existiam também os soviets que eram conselhos formados por trabalhadores urbanos e rurais.
Os mencheviques eram os revolucionários que queriam tomar o poder com a presença da burguesia.
Essas são algumas das palavras ditas por Lenin, convocando os bolcheviques a tomarem o poder:


“É ingênuo esperar a maioria “formal” dos bolcheviques; nenhuma revolução espera
isso... Precisamente as ruinosas vacilações da “Conferência Democrática” devem esgotar e esgotarão a paciência dos operários de Petrogrado e Moscou! A história não nos perdoará se não tomarmos agora o poder”.

Em 24 de outubro (7 de novembro pelo calendário gregoriano), os bolcheviques deram um golpe e tomaram o poder. Kerensky foi obrigado a se exilar, enquanto um congresso de sovietes se reunia em Petrogrado e Lenin era escolhido chefe do Comissariado do Povo, com o objetivo de dirigir o país.

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