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segunda-feira, 29 de março de 2010

REVOLUÇÃO INGLESA


A Revolução Inglesa do século XVII representou a primeira manifestação de crise do sistema da época moderna, identificado com o absolutismo. O poder monárquico, severamente limitado, cedeu a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento e instaurou-se o regime parlamentarista que permanece até hoje. O processo começou com a Revolução Puritana de 1640 e terminou com a Revolução Gloriosa de 1688. As duas fazem parte de um mesmo processo revolucionário, daí a denominação de Revolução Inglesa do século XVII e não Revoluções Inglesas.

Esse movimento revolucionário criou as condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII, limpando terreno para o avanço do capitalismo. Deve ser considerado a primeira revolução burguesa da história da Europa: antecipou em 150 anos a Revolução Francesa.



Surgem as condições


A Inglaterra atingiu no século XVII notável desenvolvimento, favorecido pela monarquia absolutista. Henrique VIII e Elizabeth I unificaram o país, dominaram a nobreza, afastaram a ingerência papal, criaram a igreja a nacional inglesa, confiscaram terras da Igreja Católica e passaram a disputar os domínios coloniais com os espanhóis. Tais tarefas agradaram à burguesia, mas agora o poder absolutista tornava-se incômodo, pois barrava o avanço da burguesia mercantil. Grande parte dos recursos do Estado vinham da venda de monopólios, como aqueles sobre comércio exterior, sal, sabão, alúmen, arenque e cerveja a, que beneficiavam um pequeno grupo, a burguesia financeira. E prejudicavam a burguesia comercial, sem liberdade para suas atividades, e os artesãos, que pagavam caro por alúmen e produtos indispensáveis a seu trabalho. Ao mesmo tempo, a garantia de privilégios às corporações de ofício impedia o aumento da produção industrial, pois eles limitavam a entrada de novos produtores nas áreas urbanas. Outro problema econômico estava no campo. A alta de preços e a expansão do consumo de alimentos e matérias-primas, como a lã, valorizaram as terras. Isto despertou a cobiça dos produtores rurais. Eles tentavam aumentar suas posses através dos cercamentos, isto é, tentavam transformar em propriedade privada as terras coletivas, devolutas ou sobre as quais havia uma posse precária. Tais ações expulsavam posseiros e criavam grandes propriedades, nas quais se investia capital para aumentar a produção. O Estado, para preservar o equilíbrio social necessário a sua existência, barrava os cercamentos e punha contra si dois setores poderosos: a burguesia mercantil e a nobreza progressista rural, a gentry.

No plano político, havia o conflito entre rei e Parlamento. A este, instituído pela Carta Magna de 1215, cabia o poder de direito, isto é, legítimo. Mas os Tudor exerceram o poder de fato, convocando pouco o Parlamento. As classes aí representadas não se opuseram ao absolutismo porque correspondia a seus interesses. O rei promovia desenvolvimento. No século XVII, o Parlamento pretendia transformar seu poder de direito em poder de fato. O rei correu a legitimar seu poder, que era de fato. Só havia uma forma: considerar o poder real de origem divina, como na França.

A luta política desenvolveu-se então no campo religioso e os reis manipularam a religião para aumentar seu poder. No século XVI, os Tudor haviam dado ênfase ao conteúdo do anglicanismo, isto é, seu lado calvinista, favorecendo a burguesia. Agora, os Stuart ressaltavam a forma católica do anglicanismo, identificando-se com a aristocracia, contra a burguesia. Claro, através do catolicismo era mais fácil justificar a origem divina do poder real. O Parlamento, dominado pela burguesia mercantil e a gentry, radicalizou suas posições e identificou-se com o puritanismo (forma mais radical do calvinismo), que rejeitava o anglicanismo.

A Revolução Puritana foi o resultado da luta entre burguesia e realeza pelo controle político do país.


Os Stuart e a pré-revolução


Elizabeth morreu em 1603 sem deixar herdeiros e Jaime I, rei da Escócia, assumiu o trono. Ele procurou estabelecer as prerrogativas reais implantando uma monarquia absoluta de direito divino. Perseguiu seitas radicais e até os católicos, que organizaram a Conspiração da Pólvora em 1605 (pretendiam explodir Westminster durante um discurso do rei). Os descontentes emigravam para a América do Norte.

A oposição entre rei e Parlamento ficou evidente a partir de 1610. O rei queria uma ocupação feudal na Irlanda; o Parlamento, uma colonização capitalista. Discordaram quanto aos impostos, pois o rei pretendia o monopólio sobre o comércio de tecidos, o que o tornaria independente do Parlamento financeiramente, considerando-se que já possuía rendas de suas próprias terras e de outros monopólios.

Com a morte de Jaime I em 1625, sobe ao trono seu filho Carlos I. Em 1628, guerras no exterior o obrigam a convocar um Parlamento hostil, que lhe impõe a Petição dos Direitos. Os membros da casa exigiam o controle da política financeira, controle da convocação do exército e regularidade na convocação do Parlamento, já que lhe negaram a aprovação de rendas fixas. O rei dissolveu o Parlamento, que só voltaria a reunir-se em 1640, ano da Revolução.

Carlos I apoiou-se na Câmara Estrelada, tribunal ligado ao Conselho Privado do rei. Dentre seus assessores, destacaram-se o Conde de Strafford e o arcebispo Laud, de Canterbury, responsáveis pela repressão violenta do período. Cresceu a emigração para a América. O rei passou a cobrar impostos caídos em desuso, como o Ship Money, instituído em cidades portuárias para combater a pirataria e agora estendido a todo o reino. Como a forma de enquadrar os dissidentes era a política religiosa, Carlos tentou uniformizar o reino, impondo o anglicanismo aos escoceses, calvinistas. Eles se rebelaram e invadiram o norte inglês. O rei convocou o Parlamento em abril de 1640 e o dissolveu em seguida. Em novembro, sem opções, convocou-o de novo. Foi o Longo Parlamento, pois se manteve até 1653.


O movimento de 1640

O Parlamento foi duro com o rei. Destruiu a Câmara Estrelada. Strafford foi executado em 1641 e Laud, em 1645. O rei não poderia mais ter exército permanente. O Parlamento se reuniria a cada três anos independentemente de convocação real; e conduziria a política tributária e religiosa. Acusou o rei de responsável pelo levante na Irlanda católica em 1641 e lhe dirigiu a Grande Remonstrance (repreensão). Em janeiro de 1642, o rei foi ao Parlamento e exigiu a prisão de cinco líderes oposicionistas. Houve reação violenta, sustentada nas milícias urbanas convocadas em apoio ao Parlamento.


Parlamento: estourava a guerra civil

O rei fez de Oxford seu quartel-general. Convidou o príncipe Rupert para comandar cerca de 20 000 homens do exército de cavaleiros, apoiado por aristocratas do oeste e norte, bem como burgueses inquietos com a desordem popular. Oliver Cromwell organizou em novo estilo 0 exército do Parlamento, composto sobretudo por camponeses, com apoio da burguesia londrina e da gentry: a ascensão se dava não por nascimento, mas por merecimento. Estimulou-se entre os soldados a participação em comitês que debatiam os problemas. Os cabeças redondas (porque não usavam perucas) foram decisivos na batalha final de Naseby, em 1645. Carlos I se refugiou na Escócia, foi preso e vendido pelo Parlamento escocês ao Parlamento inglês.

Criou-se novo problema: setores do Parlamento, achando oportuno o momento para um acordo vantajoso com a realeza, passaram a conspirar com o rei contra o exército. Este estava organizado e influenciado por radicais, como os niveladores, que queriam evitar a desmobilização e o não-pagamento dos salários, como pretendia o Parlamento. Aprofundou-se a diferença entre os grandes do exército e suas bases de niveladores, com projeto avançado para a época. Eles tentaram assumir o controle do exército em 1647 e o rei aproveitou para fugir de novo. O exército se reunificou, prendeu o rei e depurou o Parlamento. Foram presos 47 deputados e excluídos 96: era o Parlamento Coto (Rump). Carlos I foi decapitado em 30 de j janeiro de 1649, a Câmara dos Lordes abolida e a República proclamada em 19 de maio.


A República e Cromwell

O Parlamento sofreu nova depuração. Um Conselho de Estado, com 41 membros, passou a exercer o Poder Executivo. De fato, quem o exercia era Cromwell; ele procurou eliminar a reação realista que, com apoio escocês, tentava pôr no trono Carlos II, filho de Carlos I. Cromwell também eliminou os radicais do exército. Os líderes niveladores foram executados; os escavadores, do movimento proletário rural que pretendia tomar terras do Estado, da nobreza e do clero anglicano, foram dizimados. Liquidado o movi­mento mais democrático dentro da Revolução Inglesa, os menos favorecidos ficaram sem esperanças e aderiram a movimentos religiosos radicais, como os ranters e os seekers.

Em 1653, foi dissolvido o que restava do Longo Parlamento. Uma nova Constituição deu a Cromwell o título de Lorde Protetor. Tinha poderes tão tirânicos quanto os da monarquia. Ofereceram-lhe a coroa, mas ele recusou: já era um soberano e podia até fazer o sucessor. Para com­bater os rivais holandeses e fortalecer o comércio exterior inglês, baixou o Ato de Navegação. As mercadorias inglesas somente podiam entrar em portos ingleses em navios ingleses ou em navios de seus países de origem. Cromwell governou com rigidez e intolerância, impondo suas idéias puritanas. O filho Richard Cromwell o substituiu após sua morte em 165 8 e, pouco firme, foi facilmente deposto em 1659.

A Restauração e a Gloriosa

Com apoio do general Monk, comandante das tropas da Escócia, o Parlamento-Convenção pro­clamou Carlos II rei em 1660. Com poderes limitados, ele se aproximou de Luís XIV da França, tornando-se suspeito para o Parlamento. Uma onda contra-revolucionária sobreveio, favorecida por um Parlamento de Cavaleiros, composto por nobres realistas e anglicanos em sua maioria. O corpo de Cromwell foi desenterrado e pendurado na forca. O poeta Milton foi julgado e condenado. Carlos II baixou novos atos de navegação em favor do comércio inglês. Sua ligação com Luís XIV levou-o a envolver-se na Guerra da Holanda. O Parlamento baixou então, em 1673, a Lei do Teste, pela qual todos os que exercessem função pública deveriam professar seu antianglicanismo. Surgiram dois partidos: os whigs, contra o rei e pró-Parlamento; os tories, defensores das prerrogativas reais.

Jaime II, irmão de Carlos II, subiu ao trono mesmo sendo católico. Buscou restaurar o absolutismo e o catolicismo, punindo os revoltosos, aos quais negava o habeas-corpus. Indicou católicos para funções importantes. Em 1688, o Parlamento convocou Maria Stuart, filha de Jaime II e mulher de Guilherme de Orange, governador das Províncias Unidas, para ocupar o trono. Foi um movimento pacífico. Jaime II refugiou-se na França e um novo Parlamento proclamou Guilherme e Maria rei e rainha da Inglaterra.

Os novos soberanos tiveram de aceitar a Declaração dos Direitos, baixada em 1689, que decretava: o rei não podia cancelar leis parlamentares e o Parlamento poderia dar o trono a quem lhe aprouvesse após a morte do rei; haveria reuniões parlamentares e eleições regulares; o Parlamento votaria o orçamento anual; inspetores controlariam as contas reais; católicos foram afastados da sucessão; a manutenção de um exército em tempo de paz foi considerada ilegal.

Os ministros passaram a tomar as decisões, sob autoridade do lorde tesoureiro. Funcionários passaram a dirigir o Tesouro e, em época de guerra, orientavam a política interna e externa. Em 1694, formou-se o tripé fundamental para o desenvolvimento do país, com a criação do Banco da Inglaterra: o Parlamento, o Tesouro e o Banco.

Abriam-se as condições para o avanço econômico que resultaria na Revolução Industrial. De um lado, uma revolução na agricultura através dos cercamentos que beneficiou a gentry. De outro, a expansão comercial e marítima garantida pelos Atos de Navegação, que atendiam aos interesses da burguesia mercantil. Assim se fez a Revolução Gloriosa, que assinalou a ascensão da burguesia ao controle total do Estado.

Bibliografia:

História e Sociedade - Rubem Aquino
História Geral - José Jobson Arruda

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FONTE DO TEXTO: Cultura Brasileira (culturabrasil)


MUMIFICAÇÃO NO ANTIGO EGITO - EMBALSAMAMENTO

Mumificação

O primeiro passo da mumificação era remover os órgãos internos através de um corte no lado. O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado fora. Os órgãos remanescentes eram armazenados em jarras de canopo.
Em seguida, o corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para desidratar durante 40 dias. Então era empacotado com linho ensopado de resina, natro e aromáticos e as cavidades do corpo eram tapadas. Finalmente, ele era coberto de resina e enfaixado, com os padres colocando amuletos entre as camadas. Todo o processo – acompanhado de orações e encantos – levava cerca de 70 dias mas preservava os corpos durante milhares de anos.


DADO CURIOSO
Egípcios comuns não eram mumificados, mas enterrados em sepulturas, onde as condições do deserto quente e seco mumificavam os corpos naturalmente.

Saiba mais detalhes e veja as imagens...




Preparação do corpo

I. O ambiente era aromatizado com incensos.

II. Partes internas do corpo, inclusive o cérebro eram removidas. O coração permanecia no corpo porque deveria ser pesado por Anúbis, deus da morte.

III. Um sacerdote comandava o ritual da mumificação com a máscara de Anúbis no rosto.

IV. O corpo era lavado com vinho da palma e coberto com sal.

V. Após 40 dias, os sacerdotes passavam óleos perfumados sobre a pele e introduziam, no corpo do morto, ervas cheirosas que ajudavam a evitar a decomposição.

VI. O fígado, o pulmão, o estômago e o intestino eram colocados em pequenos jarros que funcionavam como pequenos caixões. Os órgãos acompanhavam o morto na viagem pós-morte.

VII. Os sacerdotes enrolavam o corpo com bandagens embebidas em resina.

VIII. Colocavam amuletos perto do corpo porque eles trariam sorte no mundo pós-morte.

IX. Depois de enfaixada, a múmia era colocada dentro do sarcófago.

X. Na tumba dos faraós eram colocadas comida, bebida e jóias.

XI. A tumba de Tutankhamon, por exemplo, contém jarros de vinho e comida. Ao lado do faraó, assim como sua mulher, foram enterrados músicos.




Acompanhe com as figuras...

Embalsamando o corpo

1ª parte


Primeiro, o corpo era levado para um local conhecido como 'ibu' ou o 'lugar da purificação'. Lá os embalsamadores lavavam o corpo com essências aromáticas, e com água do Nilo.

2ª parte



Um dos embalsamadores fazia um corte no lado esquerdo do corpo do embalsamado e removia os órgãos internos. Isso era importante porque essas partes do corpo são as primeiras a entrar em decomposição.

O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado fora. – No passado, os órgãos internos eram armazenados em jarras canópicas.



Em seguida, o corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para desidratar durante 40 dias. Após esse período era empacotado com linho ensopado de resina, natro e essências aromáticas e as cavidades do corpo eram tampadas. Finalmente, ele era coberto de resina e enfaixado, com os sacerdotes colocando amuletos entre as camadas. Todo o processo – acompanhado de orações e encantamentos – levava cerca de 70 dias mas preservava os corpos durante milhares de anos.



Uma haste comprida em forma de anzol era usada para fisgar o cérebro e puxá-lo através do nariz.


3ª parte



O corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para
desidratar durante 40 dias. Os órgãos remanescentes eram armazenados
em jarras canópicas, para serem sepultados junto com a múmia.

4ª parte



Após 40 dias o corpo era lavado com água do Nilo. Depois era coberto com óleos aromáticos para manter a pele elástica.

5ª parte



Os órgãos internos desidratados eram enrolados em linho e recolocados na múmia. O corpo também era recoberto com serragem e folhas secas.



6ª parte

~ Os deuses dos órgãos das múmias ~

No passado, os órgãos internos retirados das múmias eram armazenados em jarras canópicas.

Muitos anos depois a prática de embalsamamento foi mudada e os embalsamadores começaram a recolocar os órgãos no corpo do falecido após terem sido desidratados em natro.



(Confira as imagens acima)
Imsety - o deus com cabeça de humano velava pelo fígado.
Hapy - o deus com cabeça de babuíno guardava os pulmões.
Duamutef - o deus com cabeça de chacal tomava conta do estomago.
Qebehsenuef - o deus com cabeça de falcão vigiava os intestinos.


ESSA É A DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE EMBALSAMAMENTO DO CORPO. O ENROLAMENTO DA MÚMIA, JÁ É OUTRO RITUAL... NUM PRÓXIMO POST, OK?!

FONTES:
Kliqueducação
Discovery Channel Brasil
Starnews 2001


PESSACH - FESTA DA PÁSCOA JUDAICA

Chag Pessach Sameach!
por Majô Levenstein

O cumprimento acima, em hebraico, quer dizer Feliz Pessach, e é dito durante uma das festas judaicas mais importantes, que acontece na noite desta segunda-feira (dia 29)


Prato para o serviço de Seder do Pessach, com Betzá, Maror, Zeroá, Charoset, Matza e Karpás


O Pessach - a festa da Páscoa judaica - é comemorado por sete dias. Ele tem início com uma cerimônia na noite do 15º dia do mês de Nisan (o primeiro mês do calendário judaico, que neste ano será ao entardecer desta segunda-feira, dia 29 de março). Em todo o mundo, as famílias judaicas reúnem-se para o Seder do Pessach, ceia ritual em que relembram a libertação dos hebreus, depois de um longo período de cativeiro no Egito, há mais de 34 séculos. Assim, o sentido da cerimônia é o de louvar a libertação.

O seder é dividido em 15 partes, iniciando-se com orações e um gole de vinho. A criança mais nova da família inicia o ritual com quatro perguntas em forma de canto sobre o sentido das cerimônias e a saída dos judeus do Egito. Passa-se então às leituras da Hagadá, livro que conta a história da libertação do povo hebreu, escravizado no Egito. Por essa leitura procura-se ensinar às futuras gerações por que aquela noite não é como as outras.

O pão que se come durante a noite, no chamado Seder de Pessach, e nos demais sete dias subsequentes, é o pão ázimo (sem fermento), denominado Matza. Esse alimento simboliza o êxodo dos hebreus que, na pressa de deixar o Egito, não podiam esperar que o pão fermentasse. Aliás, durante esses oito dias, os judeus não devem comer nada que tenha fermento. São os chamados chametz, alimentos que contenham grãos como trigo, cevada, espelta, aveia e centeio, que fermentam em contato com água. Também faz parte da tradição do Seder comer ovos cozidos (Betzá), símbolo da vida eterna; raiz forte e folhas amargas (Maror), que lembram as amarguras da escravidão; um purê de maçãs ou tâmaras (Charoset), que representa a argamassa utilizada pelos escravos nas construções das pirâmides do Egito, a pata dianteira de uma ave ou de um cordeiro, que representa o cordeiro pascal (Zeroá), e o Karpás, que consiste em mergulhar um pedaço de salsão ou aipo em uma vasilha com água e sal, para lembrar o sofrimento do povo hebreu no Egito.

No Pessach são as crianças que conduzem a festa. Cabe a elas abrir a porta para a visita do profeta Elias que, segundo a tradição, vai a todos os lares nesta noite para trazer suas bênçãos. As crianças demonstram, abrindo as portas, a segurança de estarem sob a proteção de Deus. São elas também que participam da busca do afikoman, um pedaço de matsá que os mais velhos escondem pela casa.




Os crocantes e saborosíssimos Choco Matzot, do Chocolat du Jour


Cesta de Pessach, com suco de uva kosher, biscoitos e bolo sem fermento (não permitido para a época), entre outras guloseimas, da Casa Santa Luzia
Segundo dados do IBGE, São Paulo possui a maior colônia judaica do Brasil. Assim, é natural que certas guloseimas de Pessach ocupem prateleiras de supermercados, dividindo espaço com os ovos da Páscoa cristã.


FONTE: MSN


sábado, 27 de março de 2010

FINALMENTE! OS CULPADOS PELA MORTE DA MENINA ISABELLA NARDONI FORAM CONDENADOS!



Nesta 2a feira, 29 de março de 2010, completa 2 anos da morte da Isabella Nardoni. A garotinha tinha 5 anos de idade. Na época da sua morte, o blog Vem Fazer História, postou sobre o caso e não dava pra ficar em silêncio agora. Marcou a história...
Não apenas por ser mâe (apenas?!?!), mas por também ser cidadã, pessoa, humana, senti-me indignada com a capacidade de alguns ditos seres "humanos", praticarem um ato assim. Não foi o primeiro e , infelizmente, não será o último, mas é bom saber que, a justiça pode funcionar. É como "uma luz no fim do túnel"...


Parabéns ao Promotor de Justiça Francisco Cembranelli, pela atuação impecável desde o início de todo o processo.

A sentença do casal assassino saiu no início da madrugada (27). O julgamento começou no dia 22 (aniversário da minha filha) e teve seu fechamento quando o Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo condenou Alexandre Nardoni, 31, e Anna Carolina Jatobá, 26, pelo assassinato de Isabella Nardoni, morta ao ser atirada pela janela do 6º andar do apartamento onde vivia com o pai e a madrasta. No total, Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e dez dias de prisão e Ana Carolina Jatobá a 26 anos e oito meses.
A decisão foi tomada pelos jurados – quatro mulheres e três homens. O casal Nardoni vai cumprir a sentença em regime fechado.


Nem vale à pena colocar as fotos deles aqui...



terça-feira, 16 de março de 2010

NÓS MATAMOS OS NEANDERTAIS?

Esse conteúdo me foi enviado pela anula Maria Eduarda, do 7º ano B, e eu achei bem interessante compartilhar com vocês.

A costela fraturada de um homem de Neandertal, uma espécie humana extinta, leva um cientista à conclusão de que o assassino era de nossa espécie

Peter Moon

É o assassinato sem solução mais antigo da história. Ou melhor, da pré-história. O crime ocorreu há 50 mil anos. Imagine um grupo de cinco caçadores, vestidos com peles de animais e armados com facas, lanças e lançadores de dardos com afiadas pontas de pedra polida. Eles estavam no encalço de um rebanho de antílopes. Não eram os únicos. Quem também espreitava o rebanho era um bando de neandertais, armados com pesadas lanças com pontas de pedra lascada. Quando os dois bandos se encontraram, o confronto foi inevitável – assim como seu resultado.




LUTA DESIGUAL
Churchill (acima), com uma lançadeira de dardos humana e a lança de um neandertal. A superioridade bélica de nossos ancestrais teria ajudado a extinguir os primos grandalhões (abaixo, numa reconstituição facial)


Jamais saberemos se aquele embate ocorreu como descrito acima ou se tudo se resumiu ao duelo mortal entre dois indivíduos das duas espécies mais inteligentes que habitaram o planeta. De um lado, estavam nossos ancestrais, os caçadores da espécie Homo sapiens. Eles haviam acabado de sair da África. Dotados de armas sofisticadas, em pouco tempo dominariam todos os continentes. Seu oponente era nosso primo mais próximo, o homem de Neandertal, uma espécie humana maior, mais atarracada e mais antiga que a nossa, que habitou a Europa e partes da Ásia entre 230 mil anos e 20 mil anos atrás. A única evidência de que houve um confronto entre humanos e neandertais há 50 mil anos está em uma fratura na nona costela esquerda do esqueleto de um neandertal chamado Shanidar 3. Ele é um dos nove indivíduos achados, entre 1953e 1960, na caverna Shanidar, nos Montes Zagros, norte do Iraque.

Desde sua descoberta, aquele neandertal de 1,67 metro de altura é alvo de controvérsia. Como Shanidar 3 fraturou a costela? A corrente dominante da antropologia diz que o ferimento foi causado por uma queda ou pelo choque com um animal selvagem. Uma minoria vê na fratura a marca de um Homo sapiens violento. Shanidar 3 teria sido uma de suas primeiras vítimas. “A maioria dos antropólogos ainda parece estar influenciada pelo mito do bom selvagem”, diz o antropólogo americano Steven Churchill, da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Tal mito foi criado pelo filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) no Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens (1755), em que afirma que a espécie humana, em sua origem, era boa e pacífica. “Os chimpanzés, nossos primos vivos mais próximos, são muito violentos”, disse Churchill a ÉPOCA. “Muitos antropólogos não querem imaginar a humanidade com um passado violento. Não é o meu caso.”
Churchill estuda o desenvolvimento de tecnologias de caça entre caçadores-coletores. Em 2003, resolveu estudar a fratura de Shanidar 3. Já se sabia que o neandertal não havia morrido imediatamente após o ferimento. Qualquer que tenha sido a origem da fratura, ela tinha começado a calcificar quando Shanidar 3 morreu – aos 42 anos, segundo a análise de sua arcada dentária.

Dado o estágio de calcificação da costela, depois de ser ferido Shanidar 3 sobreviveu por duas semanas, afirma Churchill no trabalho publicado no Journal of Human Evolution. Ele chegou a essa conclusão ao comparar a fratura de Shanidar 3 com esqueletos de soldados americanos mortos na Guerra da Secessão (1861-1865). Na época não havia antibióticos. Muitos feridos em combate morriam de infecções.

A maioria dos antropólogos ainda parece estar
influenciada pelo mito do bom selvagem


O passo seguinte de Churchill foi descobrir a causa provável da fratura. Ele recorreu às técnicas da arqueologia experimental, que tenta redescobrir técnicas do passado (com experiências como testar formas de lascar pedras para fazer pontas de facas e lanças). Churchill e sua equipe passaram uma tarde usando uma besta (um arco mecânico de precisão) para disparar dardos contra carcaças de porcos, cuja caixa torácica tem dimensões semelhantes à dos neandertais. O arco foi calibrado para simular o impacto de várias distâncias. O projétil era um dardo de bambu de 1,20 metro, armado com pontas de pedra lascada, como as dos neandertais, ou mais refinadas e afiadas, como as usadas por humanos há 50 mil anos. Os disparos variaram em angulação. Alguns foram diretos, em ângulo reto. Outros seguiram trajetórias balísticas.

Depois de limpar as carcaças, a análise das fraturas nos porcos evidenciou diversos padrões de ferimento. Os impactos a curta distância com as pontas rudimentares, simulando uma pesada lança neandertal, provocaram lesões profundas em diversas costelas – nunca numa única. Os impactos com pontas mais afiadas, simulando uma lança humana, também causaram lesões extensas. Apenas quando se calibrou o arco para simular disparos a maiores distâncias é que as fraturas nos porcos começaram a ficar menos severas, mais parecidas com a fratura de Shanidar 3. Ainda assim, impactos em ângulo reto provocavam lesões graves. Os únicos disparos que produziram fraturas semelhantes à de Shanidar 3 foram feitos a longa distância em trajetória balística, acertando o alvo num ângulo de 45 graus. Churchill concluiu que o ferimento de Shanidar 3 só poderia ter sido causado pelo disparo de um lançador de dardos – arma exclusiva do arsenal humano. “Só existe uma espécie com o tipo de arma capaz de infligir aquele ferimento. Somos nós.”

O estudo de Churchill ressuscita uma séria questão sobre a responsabilidade pela extinção dos neandertais. Para a maioria dos antropólogos, os neandertais desapareceram porque não conseguiram competir conosco pela obtenção dos recursos naturais. Nossos ancestrais caçavam com mais eficiência. Churchill pertence a um grupo que acha que o homem moderno saiu da África como o maior dos predadores. Ao invadir a Europa, a Ásia, a Austrália e as Américas, o Homo sapiens rapidamente caçou à extinção mamutes, cangurus-gigantes, mastodontes e preguiças-gigantes. Teria feito o mesmo com os neandertais? “Não estou sugerindo que foi uma guerra relâmpago, com os homens marchando pela terra e executando os neandertais”, diz Churchill. “A melhor explicação para a fratura de Shanidar 3 é o disparo de um projétil, o que demonstra pelo menos um ato de agressão entre as espécies. Nossos ancestrais contribuíram para a extinção dos neandertais e da megafauna. Mas não foram os únicos responsáveis. As mudanças climáticas dos últimos 50 mil anos também cobraram seu preço.”

FONTE: Revista Época - ciência e tecnologia



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