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terça-feira, 19 de agosto de 2008

III UNIDADE - RESUMO - 7º Ano - O ENCONTRO ENTRE DOIS MUNDOS (Absolutismo; Expansões marítimas: Portugal e Espanha; Os europeus chegam à América)



As Cruzadas, a peste negra e a fuga de servos levaram muitos senhores feudais à ruína e a burguesia precisava conseguir formas de impulsionar a atividade comercial para se reerguer. Mas havia um problema: para o transporte de mercadorias era necessário cruzar vários feudos e isso dificultava o comércio pois cada senhor estipulava suas próprias leis. A burguesia passou então a apoiar a idéia de centralizar o poder nas mãos do rei e alguns senhores feudais também viram nessa centralização um meio de obter favores da Coroa.
Para ter apoio dos nobres, o que fortalecia cada vez mais o rei, a monarquia deveria "sutentá-los. A nobreza que apoiava os reis era formada por dois grupos principais: a nobreza de espada (nobreza de sangue) e a nobreza togada (burgueses enriquecidos que compravam títulos de nobreza ou cargos). As despesas com a côrte eram muito grandes, por isso era necessário criar alternativas que rendessem lucros. Foram adotadas várias medidas para obter metais e fortalecer o reino. Essas medidas receberam o nome de mercantilismo, e algumas delas foram:
  • balança comercial favorável - criavam medidas protecionistas, como encarecer produtos importados e reduzir sua entrada no reino;
  • estímulo às manufaturas locais - aumento da produção de manufaturados para o mercado interno e para exportação;
  • conquista de colônias - elas consumiam produtos da metrópole e forneciam mercadorias a preços vantajosos.

Depois do enriquecimento da Coroa, a autoridade do rei foi fortalecida, devido ao crescente apoio dado pela burguesia e parte da nobreza, o que fez surgir os Estados nacionais. A Igreja Católica e parte dos senhores feudais eram contrários à centralização do poder real.

O fortalecimento do poder real chegou a seu auge no século XVII, com o regime absolutista. O absolutismo significou a grande concentração do poder político nas mãos dos reis. A Reforma Protestante também fortaleceu os reis pois a autoridade do papa deixou de ser aceita como universal. Para justificar o absolutismo, era necessária uma teoria que fizesse as pessoas aceitarem pela fé e pela razão, a legitimidade do monarca. Essa base teórica foi desenvolvida por importantes escritores como Thomas Hobbes e Jacques Bossuet.

  • Thomas Hobbes - Filósofo inglês, dizia que "o homem é o lobo do homem", e defendia que só um estado forte seria capaz de limitar a a liberdade individual, impedindo a "guerra de todos contra todos";
  • Jacques Bossuet - Bispo e teólogo francês, desenvolveu a doutrina do direito divino dos reis, defendendo que o poder do soberano expressa a vontade de Deus. Sendo o poder monárquico sagrado, toda rebelião contra ele é criminosa.

Portugal tornou-se um Estado centralizado no século XII, e foi o pioneiro na exploração ultramarina para buscar produtos comercializáveis e custear o reino português. No século XIV os portugueses tinham papel importante no comércio de especiarias e artigos de luxo trazidos do Oriente, mas não eram os únicos. O que Portugal precisava era descobrir novas rotas marítimas para o Oriente, pois comprando diretamente das Índias, fonte das especiarias, poderia adquirir produtos mais baratos e depois revendê-los a preços mais altos. Outro objetivo era o de expandir os domínios da fé cristã.

Depois que os exércitos espanhóis expulsaram os muçulmanos de seu território os reis espanhóis, Fernando e Isabel, decidiram financiar uma expedição marítima para o Oriente. Cristóvão Colombo acreditava que a Terra fosse esférica, segundo antigos relatos e alguns cartógrafos. Em agosto de 1492, três embarcações (Santa Maria, Pinta e Nina) zarparam rumo ao Oriente, navegando pelo Oeste. No meio do caminho, para surpresa de Colombo, encontraram um enorme continente. Em 12 de outubro de 1492 aportaram na Ilha de Guanaani. Depois, atingiram Cuba e a ilha Hispaniola. Cristóvão Colombo acreditou ter alcançado as Índias.

Ao retornar para a Espanha, bem-sucedido, reuniu dezessete navios para refazer a viagem. Ainda fez mais duas viagens à essa terra. Ao visitar a América Central, teve notícias da existência de um outro oceano - o Pacífico - e de uma rica civilização nas suas proximidades. Em 1506, faleceu na Espanha, esquecido. Foi Américo Vespúcio, anos depois, que reconheceu aquelas terras como um novo continente.

Novas expedições foram financiadas pela Coroa espanhola, como a que em 1499, com os irmãos Pinzón, chegou ao Rio Amazonas, alcançando depois a costa da atual Guiana.

No século XVI, ingleses, franceses e holandeses também iniciaram suas viagens marítimas em direção ao Oriente. Queriam encontrar uma ligação marítima entre o Oceano Atlântico e o Pacífico pelo norte da América. Quem encontrou essa ligação foi o navegador português Fernão de Magalhães, a serviço da Coroa espanhola. Encontrou passagem por um estreito que recebeu seu nome (Estreito de Magalhães), no extremo sul do continente americano. Essa expedição completou a primeira volta ao mundo por via marítima, comprovando a esfericidade da Terra.

Do outro lado do Atlântico, no século XV, habitavam importantes civilizações, com cerca de 50 milhões de pessoas. Embora diversas entre si, essas civilizações apresentaram também características comuns: agricultura como base econômica, artesanato avançado, atividades de comércio, politeísmo, tradição guerreira e conhecimentos matemáticos e de astronomia. Na Mesoamérica as mais importantes civilizações foram as dos olmecas, teotihuacanos, zapotecas, astecas e maias. Foi na América do Sul que se desenvolveu a civilização inca, mas a primeira a se desenvolver nessa região foi a dos chavíns, na Cordilheira dos Andes.

Os astecas viviam em uma área próxima ao Lago Texcoco, região do atual México, onde fundaram a cidade de Tenochtitlán. Formaram um grande imperio. Sua base econômica era a agricultura, utilizavam a escrita pictográfica e tinham grandes conheceimentos de engenharia. A educação de meninos e meninas era feita de acordo com o Codex Mendonza. As crianças que, na visão dos pais ou tutores, não queriam estudar eram castigadas: arranhadas com espinhos ou obrigadas a respirar a fumaça de uma fogueira onde queimavam pimentas vermelhas. Nos primeiros anos a educação dos meninos era limitada a bons conselhos e a pequenas tarefas domésticas, até que aos quinze anos, o menino podia entrar apar uma das duas escolas astecas: o calmecac ou o telpochcalli. A educação das meninas cabia às mães, sempre desenvolvendo atividades relacionadas à tecelagem.

A arte asteca era basicamente religiosa. Eram politeístas e alguns dos seus templos eram grandiosos, na forma de pirâmides, onde realizavam cultos e sacrifícios humanos. O artesanato era rico. Produziam também tecidos tingidos de algodão, mosaicos com plumas e jóias em ouro, prata e bronze.

A Civilização Inca desenvolveu-se na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cuzco. Foram conquistados e dominados pelos espanhóis no ano de 1532. Durante três séculos os incas mantiveram um grande império, até a chegada dos espanhóis. Não possuiam escrita, mas criaram um sistema de registro das informações conhecido como quipu.

A base econômica dos incas era a agricultura. Domesticavam lhamas e alpacas, de onde retiravam carne, leite e lã, e também utilizavam esses animais como meio de transporte na geografia acidentada dos Andes. Seu artesanato era bastante desenvolvido: tecelagem, metalurgia e cerâmica.

O imperador era intitulado Sapa Inca, e quando morria, suas mulheres e servos eram sacrificados, seus corpos mumificados e depositados junto aos dele, no Templo do Sol. Quem assumia seu lugar era um de seus filhos, nascidos da união com sua irmã e mulher legítima (para que o sangue real continuasse puro).

Uma das poucas cidades incas que sobreviveu à conquista espanhola foi Machu Picchu, construída no topo de uma montanha no Vale do Rio Urubamba, a 2.400 metros de altitude.

Conheciam astronomia e seu ano solar tinha 365 dias, divididos em 12 meses lunares. O relógio de sol construído na cidade de Machu Picchu indicava além dos dias do ano, o início e o fim de cada estação. Para os incas, astronomia, religião e agricultura estavam profundamente entrelaçadas.

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